Casamento, Celibato e Castidade

Casamento, Celibato e Castidade

Casamento, Celibato e Castidade

Ao se observar a vida de pessoas expressivas no cenário religioso do mundo, como Chico Xavier, Francisco de Assis, Teresa de Calcutá e tantos outros, que foram celibatários, pode-se perguntar as razões pelas quais optaram por não se vincular sexualmente a ninguém.

A compreensão do significado do celibato e da castidade pode ser importante quando se haja alcançado suficiente amadurecimento espiritual e se procure entender as manifestações da energia criativa de natureza sexual, bem como os recursos anímicos provenientes do amor em seus diversos matizes.

O celibato se caracteriza pela abstinência de relações sexuais, e, excetuando-se os casos provenientes de limitações orgânicas ou psíquicas, é normalmente motivado por uma existência consagrada à busca e ao serviço espiritual. Por isso, a vida celibatária faz parte de diversas escolas religiosas e esotéricas.

Castidade significa pureza, não necessariamente relacionada ao celibato. É possível, e desejável – quando se busca o aprimoramento espiritual – ser casto, mesmo quando se é casado, pois a pureza de alma se manifesta em qualquer circunstância. Nesse sentido, existem casais que obedecem a impulsos superiores quanto ao uso de suas faculdades criadoras. Sublimam e transmutam, em maior ou menor grau, a energia sexual, e a utilizam, inspirados pelo amor, cultivando desse modo a ternura, a bondade e a compaixão, no relacionamento conjugal e no devotamento ao serviço altruísta.

Por outro lado, é possível ser celibatário, mas não casto, pois a simples abstinência física não caracteriza pureza. A mente pode estar povoada de conflitos, de desejos, fantasias e pensamentos menos dignos, mesmo que externamente não haja vínculos físicos de natureza sexual.

[…] Quem compreende os elevados fins da existência, possui uma elevada sensibilidade espiritual e está suficientemente maduro, pode se propor o celibato, desde que sua missão encarnatória não envolva os laços conjugais nem a procriação. Esse é o caminho de monges e sacerdotes das mais diversas tradições religiosas, e também tem sido a senda percorrida por médiuns espíritas, como Divaldo Franco, Raul Teixeira e Chico Xavier, dentre outros. Por outro lado, missionários como Allan Kardec, Albert Schweitzer e Mohandas Gandhi foram casados e, ao mesmo tempo, desempenharam tarefas relevantes para a humanidade. Portanto, o que determina se alguém deverá se casar ou não são os compromissos cármicos que necessitam ser resolvidos e a natureza da missão a desempenhar durante a encarnação.

A Doutrina Espírita, em seu caráter educativo, não exige condutas específicas de ninguém; no entanto, como mensagem libertadora, propõe a todos que usem com respeito e sabedoria os recursos que a vida lhes oferece, inclusive no que diz respeito às energias sexuais.

Os ensinamentos espíritas, em relação ao assunto, ressaltam a liberdade de escolha e a consequente responsabilidade individual quanto às próprias opções. Os relatos mediúnicos sobre as consequências infelizes decorrentes do uso indevido do sexo representam um convite à reflexão e à responsabilidade quanto ao uso da energia sexual.

[…] Com relação à sexualidade, cada um tem seu próprio caminho, escolhe as experiências que lhe parecem melhores, faz as escolhas segundo seu nível evolutivo e adquire sabedoria graças ao aprendizado que a vivência lhe traz. A fim de facilitar essa jornada, uma orientação espiritual é sempre válida, e o Espiritismo preenche esse requisito, ao oferecer informações preciosas e iluminar a consciência humana a caminho da plenitude que é o destino de todos nós.

Adaptado de: https://tinyurl.com/y43zt765

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