Lei do Trabalho e Evolução

Lei do Trabalho e Evolução

Lei do Trabalho e Evolução

A relação do homem com o trabalho sempre foi conflituosa, pois revela a necessidade de esforço. O trabalho está para o homem muito anterior à própria civilização. A seu turno, na natureza, tudo se movimenta, e é natural que assim seja. O princípio inteligente nos reinos inferiores da natureza, de certa forma já se movimenta em busca da manutenção e sobrevivência, ainda que o faça de forma instintiva. O homem da pedra ainda não havia aprendido a linguagem falada e tinha de buscar o próprio sustento na caça, na colheita de raízes, no esforço diuturno pela própria sobrevivência. O trabalho – não como o conhecemos – mas, como o esforço humano pela manutenção de sua existência, é anterior à própria civilização. […]

O conceito de trabalho, não por acaso, tem evoluído da mesma forma que o nosso Planeta. Ora, é do trabalho realizado pela humanidade, em todos os tempos, que o Planeta Terra, de forma paulatina, vem agregando os elementos necessários ao seu progresso, consequência da natural evolução das sucessivas gerações.

Entre tantas conquistas, fruto de árduo trabalho ao longo dos séculos, o homem, a cada dia, atinge novos patamares de desenvolvimento de sua inteligência, e se habilita a dar novos passos na conquista de si mesmo, evidência do próprio progresso decorrente de sua transformação moral.

Mas, o que é o trabalho?

Joanna de Ângelis conceitua o trabalho como sendo: “Ocupação em alguma obra ou Ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa”. Este conceito, bastante amplo, nos permite perceber, e, mais importante, entender que o trabalho não se confunde com o resultado planejado da tarefa, mas, é a tarefa que realizamos para alcançar nosso objetivo. […] Este conceito é fundamental porque nos permite perceber que o trabalho tem o seu valor, independentemente do seu resultado econômico. Assim, o conceito trazido por Joanna de Ângelis revela que o importante não é a retribuição que obtemos – se é que obtemos – de nosso trabalho material, mas o que realizamos e como realizamos. […]

Entretanto, o trabalho, ainda que material, nos proporciona muito mais do que apenas o necessário a nossa sobrevivência. O trabalho é instrumento de evolução pelo qual nós desenvolvemos nossa inteligência. Neste ponto, cabe referir que o princípio inteligente nos reinos inferiores da natureza também trabalha, ao realizar esforços que lhe permite garantir o próprio sustento. […]

O trabalho, enfim, nos coloca em frente ao próximo para trabalhar para ele, por ele, e com ele, ainda que estejamos sós em nossa sala de trabalho e não conheçamos o destinatário direto de nossas ações. Desta forma, é fácil percebermos que o trabalho, seja ele qual for, representa para nós, Espíritos encarnados, oportunidade única de renovação de valores.

Todas estas observações nos permitem concluir que o trabalho é, efetivamente, uma Lei Natural, ainda que o homem antigo não o compreendesse assim, alias, como sempre acontece, na medida em que a própria ignorância coloca o homem em desajuste com as Leis Divinas. Neste ponto, podemos compreender a resistência do homem ao trabalho, assim como tantas vezes resistimos e combatemos o progresso com nossas posições pessoais, inflexíveis à aceitação das mudanças. Entretanto, as mudanças fazem parte natural das Leis Divinas, que estabelecem o regramento da vida que pulsa no Universo, e sujeita as criaturas. Não é por outra razão que o movimento é regra no Universo. E, neste passo, o trabalho impulsiona o homem, condicionando-o à própria evolução.

Adaptação de Lídia Maria Andrade Conceição, 2019. Para texto na íntegra, acesse: https://tinyurl.com/yvs47xl8

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